Às vezes a gente sonha, sonha, sonha e acorda no mesmo lugar onde foi dormir. Às vezes a gente corre rápido demais e tropeça nos próprios pés. Às vezes a gente olha a caravela chegando no horizonte e acha que é miragem. Às vezes o superficial penetra pelos poros, a chuva cai inclinada pelo vento e os peixes pulam para fora do aquário, tentando voltar no tempo porque algum outro jurou que tinha conseguido, que a Grécia era logo ali em Paraty, e que a vida pode até ser like a box of chocolates, mas alguns bombons aparecem repetidos. Às vezes o pé de feijão nasce para dentro da terra e sabe-se lá que castelo vai encontrar. Às vezes o sino de vento cria uma melodia que nunca mais escutarei de novo. Às vezes o inesperado desiste de aparecer e a gente fica esperando do mesmo jeito.

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